sábado, 29 de outubro de 2011

Como ver o currículo através das teorias tradicionais, críticas e pós-críticas.

             Primeiramente devo lembrar que quando comecei a estudar esse conteúdo na disciplina de Didática tinha uma visão bem simplória de o que era currículo e como ele era seguido nas escolas, espero que a visão agora obtida após estudar essa teorização tenha sido de uma considerável fundamentação esclarecendo verdadeiramente a função e o conceito de Currículo na história da educação desde1920 até os dias atuais.

            
          Durante o processo de industrialização em 1920, surge uma primeira reflexão - teorização- sobre currículos. Essa teorização faz um paralelo entre a escola e a fábrica e se chama teorias tradicionais, alguns autores dessa teorização são Bobbit, Tayler entre outros.  Tem como característica principal uma perspectiva conservadora da sociedade, a visão de escola como um modelo industrial, tinha como objetivo formar para o trabalho, fixado habilidades e elaborando a ideia de eficiência
           Já a elaboração de uma crítica social, as teorias críticas que vão de 1960 á 1980 evidencia o legado marxista. É feita então uma crítica social contra o capitalismo, nos anos 70 se expõe "o currículo é ideológico". Vários autores contribuem para essa teorização sendo eles: Bourdieu, Passeron, Althusser, Michel Apple, Giroux, Paulo Freire entre outros. A partir dos anos 70 passa-se a pensar o currículo de maneira crítica, com enfase no sujeito. Elaboram ideias onde a escola reproduz as relações sociais e transmite uma ideologia onde os valores são ensinados de maneiras explícitas através do dia a dia escolar. O currículo passa a ser compreendido como uma política cultural.



           

            Há então uma continuidade e aprofundamento das teorias críticas resultando nas teorias pós-criticas elaboradas a partir da década de 80, tem como contexto a globalização da economia, tecnologias da informação e comunicação, a sociedade pode se dizer que está complexa. No Brasil o processo de democratização da educação está acontecendo.
               Como ha várias vertentes nessa teorização aqui estão alguns pontos principais delas. Focaliza-se então na Diversidade Cultural, o currículo como um instrumento de luta política, a ideia de que não deve haver hierarquias entre as culturas. "Diferenças culturais, remetem a relações de poder". São evidenciados também aspectos sociais onde colocamo gênero e a raça como fatores significativos na reprodução da desigualdade social. Questões em que os textos curriculares são recheados de referencias narrativas étnicas e raciais, é explorado o que não foi construído no currículo até então.
            Essas repercussões das teorias críticas e pós-críticas servem para pensarmos o currículo também fora da escola, existindo portando um sentido amplo de currículo. Depois de ter contato com essa teorização percebi alguns elementos no meu processo de escolarização tais como a imposição de um status quo onde os alunos de renda menos favorecidos cobiçavam determinados objetos e até mesmo comportamentos de outros com uma renda mais alta, portando um maior status social. Percebi a influência dessa ideologia dominante da sociedade capitalista, é tão presente que em determinadas situações nem percebemos a presença massiva dela.
            Eu acredito que como futuros historiadores devemos lembrar que esse currículo é uma invenção social como qualquer outra derivado portanto de um processo histórico e que ambos teorias nos ensinam, de diferentes formas que o currículo é uma questão de saber, identidade e poder.


SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de Identidade: introdução ás teorias de currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 1999. 156p.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O Papel do Professor de História é socializar e ensinar.

       

      O professor de História tem como papel fundamental na escola, cabe a ele dentro da sala de aula ou fora o comprometimento com o o envolvimento de cada aluno. Diante das várias situações ocorrentes dentro da sala de aula é possível então ele intervir na socialização dessas crianças e adolescentes?
       As grandes armas desse profissional em exercício acredito que são: a escrita, a literatura, acredito que o comprometimento com a educação seja essencial e também a ética na transmissão dos tais fatos históricos. O professor tem tanta influencia que é como se tivesse usando um megafone a cada aula dada. É baseado em suas pesquisas e estudos e o seu comprometimento com seu trabalho que vai fazer  de nós, professores respeitados e  principalmente ouvidos! É claro que temos que exercer o respeito mutuamente diante das diversas opiniões tanto políticas, como religiosas e até mesmo culturais diferenciadas dentre as regiões.
       E mais do tudo é despertar o interesse em seus alunos, deixando a curiosidade no ar e não há nada mais interessante do que a História! Acredito que propor atividades para cada aluno pesquisar sobre o passado de sua família é um passo inicial para esse processo, é conhecendo a sí, conhecendo as suas origens que o aluno começa, diante da sociedade, se ver nela passando por cima de todos os obstáculos e encarando tudo com opiniões críticas. A socialização pode sim ser papel do professor de história, cabe a ele analisar e aproveitar elementos para trabalhar em cima dela, tendo dificuldades que muitos alunos passam inclusive hoje em dia.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A Função Social da Escola

            Historicamente a função social da escola vem mudando ao longo do tempo. A escola é vista como um modelo de controle do estado perante a população para alguns, é vista como formadora de opiniões críticas para outros. É entre diferentes concepções que vamos flutuando em um mar de opiniões  e cabe a cada um parar para pensar na verdadeira função social de uma instituição que por todos nós passamos.
         Alguns pesquisadores da área educacional, apontam que a escola tem dois objetivos básicos: o primeiro e a preparação para o mundo do trabalho, e o segunda é a intervenção na vida pública. Se pensarmos bem, na sociedade em que vivemos o primeiro objetivo é o mais predominante dentro de uma escala de importância para o modelo econômico no qual estamos inseridos, ou seja, ouvimos incessantemente durante o ensino médio discursos "qual será sua escolha profissional?", "para qual curso prestaram o vestibular?" e assim por diante. Chegamos então ao segundo objetivo, o devido ensino focando na disciplina, hierarquização, no respeito pois temos que aprender desde pequenos o convívio em grupos sociais tanto na escola, quanto em casa.
        O processo de socialização ao meu ver, vem de longa data tentando solucionar um problema da sociedade, será realmente que este papel é inteiramente da escola? Formar cidadãos cabe muitas vezes na escola, quanto em casa, mas boa parte da população acha que é um problema inteiramente da escola, enquanto instituição de estado na formação de cidadãos. Atualmente vemos mecanismos que foram implantados como o da Educação Inclusiva que a escola vai passar a ter alunos deficientes mentais e físicos no ambiente escolar, é uma estratégia de tentar incluir essas pessoas devidamente na sociedade e ensinar desde pequenas, as crianças a conviver com a diferença, entendendo assim o significado da palavra respeito e praticando-a dia-a-dia.


            Acredito que o papel do professor mediante a esse assunto é de suma importância, pois é espelhadas nas opiniões dele que as crianças muitas vezes vão construir as delas, por isso diante a esse processo diário de socialização é, um dos maiores desafios do profissional educacional e da escola. Sabemos que em alguns casos a instituição escolar falha, mas acredito que até hoje é um modelo mais próximo do ideal que temos a disposição.


Baseado nas discussão do texto: As Funções Sociais da Escola: da reprodução à reconstrução crítica do conhecimento e da experiência. In:Sacritán, J.G. e Gomez, A.I.P. Compreender e transformar o ensino. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.